Chegou a hora
Maldita
Rebolo na cama
E não durmo
Chegou a hora
Maldita
O sono chama
Absurdo
Chegou a hora
De te procurar
desesperado
no vale de lençois
enrodilhados
secos da tua presença
um farrapo de cheiro
que seja o teu
Maldita a hora
em que vais embora
e me deixas aqui
sozinho
a procurar fantasma
sensitivo
que levas contigo.
Maldita a hora
do desespero
Sem comentários:
Enviar um comentário